Padre é preso por abusar sexualmente de dois coroinhas, menores de 14 anos

Polícia Civil informou que vítimas, na época, confirmaram atos libidinosos cometidos pelo suspeito em ‘consistentes e contundentes declarações’. Abusos ocorreram em 2017.

Um padre que atuou em Presidente Epitácio, em 2017, foi preso na última quinta-feira (28), em Presidente Prudente, indiciado por estupro de vulnerável.

Investigações da Polícia Civil apontam que ele praticou atos libidinosos com dois garotos, menores de 14 anos de idade, que exerciam as funções de coroinhas em uma paróquia da cidade.

A apuração teve início em novembro de 2017 e o inquérito foi concluído em 19 de fevereiro deste ano.
A Justiça decretou a prisão preventiva do padre, mas ele não havia sido localizado.

Na última quinta ele se apresentou em Presidente Prudente, sendo encaminhado posteriormente a penitenciária de Lucélia.

O delegado Márcio Domingos Fiorese, de Presidente Epitácio, informou que os menores, que tinham menos de 14 anos na época, confirmaram o abuso sexual cometido pelo padre em “consistentes e contundentes declarações”.

Ele afirmou que os atos ocorreram, inclusive, dentro da casa paroquial.

O inquérito durou mais de um ano porque, segundo o delegado, a perícia precisou de meses para extrair informações de materiais apreendidos – um celular e três computadores.

De acordo com Fiorese, as informações coletadas dos equipamentos comprovam o perfil do padre, traçado pelas vítimas no curso da investigação.

À polícia, o padre negou todos os fatos. Após sair de Presidente Epitácio ele foi morar em outro Estado.

A Polícia Civil não divulgou nem o nome do padre nem a cidade onde ele estava morando, com familiares.

“As informações [prestadas pelas vítimas] foram corroboradas pelas informações de ordem técnica colhidas [extraídas dos equipamentos apreendidos] pelo serviço de inteligência da Polícia Civil durante as diligências, que duraram mais de um ano”, afirmou o delegado ao G1.

O G1 tentou contato com o bispo da Diocese de Presidente Prudente e com representantes da Igreja Católica, em Presidente Epitácio, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Fonte.: G1

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