Johnny Walker explica por que evita representar o Brasil no UFC

Johnny Walker é natural de Belford Roxo, Rio de Janeiro, mas, apesar do local de nascimento e criação, a carreira do atleta meio-pesado (93 kg) foi construída bem distante de seu país de origem.

Agora lutador do UFC, o brasileiro aprendeu boa parte do que sabe de MMA na Inglaterra – nação que ele representou em sua estreia no Ultimate, em novembro do ano passado.

Após o seu debute, Walker viajou para a Tailândia, onde realizou seu camp preparatório para o UFC Fortaleza, que será realizado neste sábado (2). Devido à experiência adquirida nesse período, o fluminense resolveu defender as cores do país asiático na primeira edição do Ultimate no Brasil em 2019. No entanto, Johnny revelou, em entrevista exclusiva à Ag Fight, que suas escolhas não têm a ver com falta de patriotismo, e sim de apoio.

“Claro, quero representar a bandeira do Brasil algum dia, mas para isso eu tenho que estar sendo apoiado pelo Brasil. Não fui apoiado pela Tailândia, eu simplesmente treinei lá, queria representar lá, porque achei que queria. Não tem nada de ‘puxa-saquismo’.

Não tem essa comigo, sou um cara muito patriota, gostaria muito de representar a bandeira do Brasil. Eu nem sei se foi aprovada a da Tailândia. Se não for, vou usar a do Brasil, e vou ficar muito feliz de qualquer maneira”, ponderou Johnny, antes de falar sobre seu estilo ‘nômade’ de treinamento, que considera uma tendência para o futuro.

“Eu quero colocar no meu jogo algo diferenciado. Uma nova geração, sempre treinando tudo, saindo da zona de conforto, buscando novos conhecimentos, sempre que possível.

Depois dessa luta vou voltar para a Tailândia não para treinar só muay thai, e sim treinar tudo, para viver um pouco, aprender a cultura. Isso com certeza faz parte do meu jogo, sempre melhorando”, completou.

O brasileiro conquistou a vaga no Ultimate após se destacar no reality show ‘Contender Series’, que revela novos talentos para o UFC. E, na principal liga de MMA do mundo, Walker manteve o sucesso: nocaute na estreia, diante de Khalil Rountree. Mas, embora tenha atingido um patamar diferenciado no último ano, o meio-pesado admite que ainda passa por dificuldades na carreira.

“O tratamento não mudou, não, ainda não tenho patrocínio, a galera não me curte muito na minha rede social… Aliás, @johnnywalkerufc (risos). Não mudou muito, não, mas também não ligo muito para isso.

Eu tenho que, claro, fazer um bom trabalho, até porque isso é um show, as pessoas pagam para ver, então esse é o meu objetivo: levar sempre o melhor entretenimento ao público.

E, claro, fazer uma performance boa para mim também. Para eu me sentir satisfeito, fazendo o que gosto e amo, que é estar lá em cima”, disse o fluminense durante conversa com a Ag Fight em Fortaleza.

E o próximo desafio na caminhada de Johnny até o sucesso será enfrentar Justin Ledetneste sábado (2). O brasileiro, que soma 15 vitórias e três derrotas no cartel, declarou que pretende, além de vencer, realizar uma ótima performance individual. Portanto, promessa de mais um show de Walker no octógono mais famoso do planeta.

Fonte.: Agfight

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.