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Filho de Gylmar contesta Cássio como melhor goleiro da história do Corinthians

Cássio igualou a marca de 395 jogos de Gylmar dos Santos Neves, para muitos o maior goleiro da história do Corinthians.

O atual número um da equipe pegou dois pênaltis contra o Racing e mostrou mais uma vez que cresce em jogos decisivos.

A atuação de Cássio voltou a suscitar o debate sobre quem é o melhor goleiro da história do clube. Cássio foi colocado no pódio ao lado de Gylmar e Ronaldo Giovanelli, o recordista corintiano com 601 partidas oficiais disputadas.

Ainda há a lembrança por Dida, com quatro títulos importantes, com apenas 94 jogos. 

blog ouviu depoimentos de Marcelo Neves, ex-goleiro do Corinthians e filho de Gylmar, e de Ronaldo Giovanelli, hoje comentarista esportivo. Os dois têm opiniões distintas sobre essas comparações históricas.

Marcelo não titubeia ao cravar seu pai como o maior de todos.

“Estou vendo essa repercussão toda no sentido de qual foi o maior goleiro da história do Corinthians. Acho assim que existem alguns erros, porque quando você coloca uma pesquisa dessas na internet, o público, obviamente, é muito mais jovem, mais novo.

Às vezes temos o problema da memória do brasileiro, né, de não saber a história toda, o que representou cada jogador. Eu vejo da seguinte maneira.

Em todas as pesquisas que eu vi até hoje, desde que eu era jovem, o meu pai sempre foi considerado o melhor goleiro de todos os tempos do Corinthians.

Isso não quer dizer que hoje o Cássio não possa atingir esse patamar. Sinceramente, acho que ainda é cedo, pelo que meu pai representou não só pelo Corinthians, mas pelo futebol brasileiro.

Ele é o único goleiro bicampeão mundial do planeta por seleções, fora ser bicampeão mundial interclubes com o Santos. Então, eu acho difícil esse tipo de comparação. Cada um teve seu momento, mas a história e os números mostram.

Pode ser sim, que o Cássio chegue um dia, mas hoje acho que o Gilmar dos Santos Neves e, logo após dele, eu votaria no Ronaldo Giovanelli, que inclusive eu tive o prazer de jogar junto com ele no Corinthians.

Mas vamos aguardar o futuro da carreira do Cássio”, afirmou Marcelo.

Ronaldo valoriza Cássio pelas conquistas, mas lembra da sua trajetória no clube, desde os 12 anos de idade.

“O que eu penso da carreira do Cássio, com o espaço que ele está conquistando no Corinthians, com títulos, vitórias, passagens maravilhosas em momentos difíceis da equipe do Corinthians, nos títulos conquistados também, com participação fundamental. Na verdade, ele é um cara predestinado a títulos e tem os companheiros ajudando também.

Ali é um setor defensivo, eu aprendi isso onde todas as peças têm que estar funcionando no seu maior grau de atenção, concentração e o Cássio tem isso no momento que é necessário.

E um goleiro que está sendo muito feliz no momento de pressão, quando você tem que mostrar seu trabalho. Hoje, já passando o Gilmar em número de jogos, tendo o carinho do torcedor, fazendo história, já está na história do Corinthians, praticamente.

Agora, esse negócio de primeiro, segundo, fica até difícil eu falar porque eu entrei com 12 anos e saí com 30. Eu continuo sendo primeiro porque eu fiz mais jogos, contando só jogos oficiais.

Meu tempo foi maior por eu ter saído das categorias de base. Então, eu fico feliz por ser lembrado e reverenciado pelo torcedor. Agora, o Cássio tem o privilégio de ter Libertadores nas costas, Mundial, e jogando muito.

O reverencio sim e sempre falo bem dele. O fato de você estar na história de um clube como o Corinthians, já valeu a pena ter sido profissional e seguido a carreira. Também gostaria de lembrar do Cabeção, que jogava até sem luvas, nos momentos difíceis, e o Gilmar dos Santos Neves.

Que o Cássio consiga aproveitar bem, porque quando ele parar, ele vai sentir o que eu sinto hoje, essa alegria legal dos corintianos pelo trabalho realizado com muito amor, muito carinho”, concluiu Ronaldo.

Gylmar foi campeão paulista em 1954 e ficou marcado com o título mundial pela Seleção Brasileira, em 1958, como jogador do clube.

Ronaldo foi campeão brasileiro em 1990 e da Copa do Brasil, em 1995. Ganhou o Paulista em 1988, 1995 e 1997.

Cássio conquistou a Libertadores da América e o Mundial de Clubes, em 2012, e a Recopa Sul-Americana, em 2013. Foi campeão brasileiro em 2015 e 2017, e tricampeão paulista em 2013, 2017 e 2018.

Dida foi campeão paulista e brasileiro, em 1999. Ganhou o Mundial de Clubes, em 2000, e foi campeão da Copa do Brasil, em 2002.

Ado foi campeão do mundo em 1970, como reserva da Seleção Brasileira. Era titular do Corinthians, na época, mas viveu a fase sem títulos do time.

Fonte.: Gazeta Press

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