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Filha de João de Deus diz que foi abusada na infância: ‘Meu pai é um monstro’

Filha do médium João Teixeira de Farias, o João de Deus, Dalva Teixeira afirmou em entrevista à revista Veja que foi abusada pelo pai dos 10 aos 14 anos.

No relato, publicado na edição desta semana, Dalva conta que conheceu o pai aos 9 anos de idade, quando deixou a casa da mãe, na zona rural, e foi morar com o médium na cidade para continuar estudando.

Aos 10 anos, quando os abusos começaram, ela diz que o pai a mandou ficar nua e passou o pênis por todo seu corpo.

“Ele me levou para o quarto dele, tirou minha roupa toda e eu achei aquilo estranho. Aí eu perguntei: ‘O que você está fazendo? E ele disse: ‘O pai vai fazer um trabalho espiritual com você com Dom Inácio de Loyola, aí ele pegou, ficou pelado, se despiu todo e começou a passar o pênis dele no meu corpo todo. Aí ele pegou e foi. Aí eu falei: ‘Ai, está me machucando’, e ele em cima de mim. E eu: ‘Está me sufocando’. Aí eu peguei e saí correndo”, relatou.

Segundo Dalva, os abusos aconteciam em casa, no carro e durante viagens e só cessaram quatro anos depois, quando ela ficou grávida de um funcionário de João e foi espancada pelo médium, a quem chama de “monstro”. Ela perdeu o bebê e carrega cicatrizes da agressão.

“Meu pai descobriu que eu estava grávida, me bateu muito, com vara de ferrão, com aquele negócio de laçar boi que tem uma bola de cimento na ponta. Aí falou que eu não ia casar. Me bateu muito, eu fui para o hospital muito machucada”, relatou à Veja. “Aí eu saí do hospital e fui para casa da minha tia acompanhada de enfermeira, porque eu estava sangrando pela vagina, porque estava grávida. Ele pisou muito na minha barriga. Ele falava: ‘Eu vou te matar, você está grávida”.

Os primeiros relatos de que João de Deus teria abusado sexualmente de fiéis foram revelados pelo jornal O Globo e pelo programa Conversa com Bial, da TV Globo, no último sábado. Desde então, mais de 300 mulheres denunciaram o médium ao Ministério Público, que pediu a prisão preventiva dele.

Ele nega as acusações. Nesta quinta-feira (13), o advogado Alberto Toron, afirmou ter levado um pedido à Justiça para que o médium possa manter os atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, espécie de hospital espiritual criado por ele em Abadiânia, no interior de Goiás.

“Há um clamor para que ele continue a trabalhar, porque muita gente se beneficia desse trabalho”, afirma. “Essa é uma vocação dele, que já ajudou muita gente.”

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