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Barragem corre risco “iminente” de romper e inundar cidade no Piauí

Os 62 mil habitantes da cidade de Piriri, no Piauí, estão em perigo porque uma barragem de açude com 54,6 milhões de m³ de água corre “risco iminente” de romper. As informações foram publicadas pelo UOL.

O açude foi construído entre 1936 e 1945 para irrigar a região em períodos de seca. O Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) foi notificado, em dezembro do ano passado, sobre a existência de uma “grande cavidade” no açude.

O relatório técnico resultou em uma Ação Civil Pública. Mesmo assim, segundo relatos da imprensa local, o governador do estado Wellington Dias (PT) tratou o perigo como uma “fake news”.

Segundo o UOL, os engenheiros encontraram no local outras crateras. Francisco Ribeiro Soares, que assina o documento, afirma que a erosão começou depois do asfaltamento da rodovia estadual PI 327, que cruza o açude.

O Dnocs concluiu seu relatório pedindo ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem) que corrigisse a obra “antes que algo de mais grave aconteça, qual seja até o rompimento da barragem, evitando dessa forma tragédias com ceifamentos de vidas humanas”.

No entanto, o DER não respondeu aos pedidos de explicação feitos pela Promotoria e só se manifestou depois que a Justiça do Piauí acatou, em decisão liminar, ou seja, provisória, o pedido do promotor no dia 6 de fevereiro.

Com a decisão, o governo do estado tem 15 dias para iniciar as obras, que precisam ser concluídas em até 60 dias.

Outro lado

Alertado na ocasião sobre o risco, o governador reeleito Wellington Dias “pediu que os piauienses não espalhem fake news porque as barragens não estão correndo risco”, segundo informou a edição do dia 31 de dezembro do jornal Meio Norte.

Procurada pelo UOL, a assessoria do governo nega que Dias tenha feito “pouco caso de tal situação”, como afirma o promotor na ação. “Ele não tratou o assunto como fake news. O que aconteceu foi que aqui no Piauí circularam vários vídeos e fotos de populares dizendo que as barragens estavam se rompendo e causariam tragédias. O que ele disse foi que causar pânico dizendo que as barragens iriam romper, sem um laudo técnico, seria fake news.”

A assessoria do governo também falou em nome do DER, afirmando que demorou para acatar a recomendação da promotoria porque precisou aguardar o resultado de uma licitação para contratar a empresa que executará a obra.

Domínio Público

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